Crítica | Sword Art Online: Ordinal Scale é o filme que os fãs sempre pediram

Os fãs de Sword Art Online estavam desde 2014 sem receber nenhum tipo de material novo do anime, mas podemos dizer que toda essa espera valeu a pena. Mesmo que Ordinal Scale seja um filme, e não uma série com vários episódios, tivemos muitos acertos em sua execução, incluindo uma história que se reflete nos dias de hoje, além de muito fan-service.

Ordinal Scale muda o foco dos jogos em realidade virtual para realidade aumentada, o que torna as coisas bem mais familiares. Enquanto as temporadas anteriores se mostravam futurísticas demais, o jogo apresentado se mostra bem parecido com o que já vemos atualmente. Isso cria uma maior similarização do público e, de certa forma, renova a franquia. Além disso, o filme a todo momento trata do tema com responsabilidade, mostrando os riscos que um jogo deste estilo pode trazer na vida real.

Outro debate está no sedentarismo, pois enquanto nos jogos de realidade virtual a pessoa pode jogar até mesmo deitada, os jogos de realidade aumentada precisam de esforço físico. No filme, isso é bastante explorado pelo protagonista, Kirito, que era um dos melhores jogadores de Sword Art Online, mas enfrenta dificuldades em Ordinal Scale exatamente por não praticar exercícios físicos.

Nada disso é exposto de forma didática, como se estivéssemos assistindo ao Telecurso ou alguma coisa do tipo. Esses assuntos se articulam muito bem com a história, e conseguem passar sua mensagem sem se tornar massante. Mas definitivamente não é por esse motivo que as pessoas querem assistir Ordinal Scale, então vamos falar do que interessa.

A história tem muita ligação com as temporadas anteriores do anime, já que, na trama, as memórias dos jogadores de Sword Art Online estão sendo apagadas. O filme funciona muito bem por si só, mas também é um grande fan-service para quem acompanha a franquia desde o começo. Isso é ótimo, pois a série original ainda é a mais elogiada pelos fãs do anime, e aqui eles têm a chance de a retomarem.

A trama conta com elementos de ação e aventura, mas também são explorados tons de investigação e dramaticidade, principalmente em sua segunda metade. Tudo isso é dividido de forma que o público possa se interessar por cada elemento, como o jogo em si e a relação dos personagens e o desenvolvimento do vilão. A maior parte do foco ainda está em Kirito e Asuna, o casal principal, mas os coadjuvantes ainda têm sua importância na história. Nada muito diferente do que acontece na série.

O vilão consegue ter um peso na história, servindo como rival do protagonista e ameaça em potencial. Por outro lado, ele é familiar demais, como se fosse uma fórmula repetida outras vezes. Não que isso seja um ponto negativo, já que é normal usarem o mesmo recurso quando ele funciona, mas isso o torna inferior a outros inimigos da franquia.

Visualmente o filme é excelente, com uma qualidade superior ao que estamos acostumados, principalmente por se tratar de uma produção que foi exibida nos cinemas. Não só os traços dos personagens, mas todos os efeitos e partículas dos golpes e magias são muito bem trabalhados. Particularmente também fiquei satisfeito pelo uso ínfimo de CGI, que normalmente é utilizado como um recurso preguiçoso. A movimentação de câmera também é muito bem elaborada. Ela é notada principalmente nas lutas, de forma que não fiquem cansativas e o espectador não se perca.

A trilha sonora de Ordinal Scale também cumpre bem seu papel, servindo não só como música de fundo, mas com uma justificativa narrativa. Isso acontece porque elas funcionam como um “buff” dos personagens nas cenas de ação, o que se torna um recurso interessante. Inclusive, a trilha sonora é um elemento que recebeu um investimento considerável, trabalhando gêneros diferentes dependendo da situação apresentada.

Para quem não é fã de Sword Art Online, assistir este filme pode criar interesse para acompanhar toda franquia, e para quem já é fã, o resultado será mais do que satisfatório. Ordinal Scale aproveita tudo que deu certo nas temporadas do anime e as reúne em um filme de duas horas que passam despercebidas. Melhor que isso, só o gancho para a terceira temporada da cena pós-créditos.

Nota: 5 vagões – Excelente

Sword Art Online: Ordinal Scale
5

Comentário do Crítico

Sword Art Online é uma grande carta de amor aos fãs. O filme consegue renovar a franquia apresentando novas dinâmicas, além de contar com diversas referências das temporadas anteriores do anime.

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