Primeiras Impressões | Captain Tsubasa 2018 (Super Campeões) trouxe a nostalgia no momento certo

Conhecido no Japão como Captain Tsubasa, o anime Super Campeões fez bastante sucesso aqui no Brasil. Uma das primeiras versões foi exibida na extinta Rede Manchete; o remake Road to 2002 foi exibido no Cartoon Network e na Rede TV!; e agora chegou a vez de contar a história de Tsubasa Oozora mais uma vez.

É inegável que a Copa do Mundo na Rússia foi um dos fatores para trazer o anime de volta. A estreia em abril parece ter sido premeditada para que o anime seja exibido durante o evento, já que é difícil contar a história do personagem em apenas 13 episódios. Porém, será que é necessário mais um Super Campeões?

Uma das principais mudanças que notei nesses primeiros episódios foi a qualidade técnica do anime, que teve uma melhoria pela evolução da tecnologia nos últimos seis anos. As habilidades dos personagens estão cada vez mais parecidas com super-poderes, desafiando a física, o tempo e o espaço, mas conseguindo entreter da mesma forma.

 

Aqui, os personagens não são super-humanos, como em Inazuma Eleven – que também ganhou uma nova temporada em abril – mas esses elementos que fogem da realidade proporcionam momentos de tensão e dramaticidade, deixando as coisas mais interessantes.

Isso está presente no primeiro desafio que é posto para o goleiro Wakabayashi. Ele precisava defender arremessos de atletas de diversas modalidades, incluindo tênis, futebol americano e arremesso de vara. Isso é absurdo se formos comparar com a vida real, mas para o anime funciona para mostrar o quão habilidoso é o personagem.

Por outro lado, fora das quatro linhas, esse recurso se mostra um tanto quanto ridículo. Um exemplo é uma das primeiras cenas do anime, onde Tsubasa, ainda criança, é salvo de um acidente por uma bola de futebol. Talvez fosse melhor deixar isso em aberto para sustentar a teoria de que o personagem está em coma.

Ainda em relação a parte técnica, desta vez foi utilizado um recurso para dar mais impacto aos lances da partida, como nas defesas de Wakabayashi e nos chutes de Tsubasa. A tela é paralisada e a imagem ganha um aspecto diferente, que chega a lembrar o mesmo recurso usado em mangás para dar ideia de movimento.

Também vale lembrar que Super Campeões continua sendo uma história para crianças. Isso é confirmado pela sua classificação indicativa ser a mais baixa, ou seja, para todas as idades. Talvez o anime fosse divertido para você que assistiu quando era criança, mas agora que ficou mais velho sinta uma diferença por ele estar “bobo” demais. Não foi o anime que mudou, e sim você.

Mesmo assim, toda a competitividade e emoção das partidas ainda estão presentes, confirmando mais uma vez que os japoneses sabem fazer animações sobre esportes. Apesar de ainda estarmos no início da história, já foi criada a rivalidade entre Tsubasa e Wakabayashi, preparando terreno para os próximos confrontos e competições.

O objetivo de Tsubasa ainda é representar o Japão em uma Copa do Mundo, e como estamos em ano de Copa, seria interessante se a história fosse atualizada para a competição na Rússia. Dessa forma, os adversários poderiam ser personagens inspirados em Neymar e companhia, mas até lá, nosso protagonista tem muito caminho pela frente.

Captain Tsubasa 2018
4

Comentário do Crítico

Captain Tsubasa consegue resgatar a nostalgia para aqueles que já conhecem a história, incluindo confrontos emocionantes, muita competitividade e uma atualização técnica.

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