Crítica | Top Gun: Maverick

Top Gun é uma daquelas clássicas obras dos anos 1980 cultuada por muitos cinéfilos. Por conta disso, muitos ficaram animados quando uma sequência foi anunciada, apesar dela ter sido adiada em dois anos por conta da pandemia de COVID-19. Depois de assistir ao longa, posso confirmar que a espera valeu a pena, pois temos aqui um dos melhores filmes de ação do ano (até agora).

Quem é fã de Top Gun vai se sentir muito bem representado. A produção já começa recriando a sequência de abertura clássica (ao som de Danger Zone, claro) e até segue com uma estrutura similar de roteiro, trazendo momentos e personagens marcantes do clássico. O mais importante é que tudo é feito respeitando o material original, sem usar essas referências de forma gratuita, mas sim para aprofundar a história. Destaco a emocionante participação de Iceman (Val Kilmer) e as lembranças envolvendo Goose.

Tecnicamente, a produção é perfeita, apresentando uma linda fotografia, uma edição competente e impressionando com o realismo das cenas no ar. Se você já assistiu a algum vídeo de making of do projeto, sabe do que eu estou falando. Tom Cruise e o elenco gravaram com câmeras IMAX em caças reais – voando de verdade. Isso torna a experiência realmente imersiva e superior ao longa de 1986, graças também ao avanço tecnológico. Outro ponto positivo de assistir ao filme em uma sala de cinema é a qualidade do som, principalmente para mostrar a potência dos voos.

Uma das abordagens do longa é o contraste entre as gerações, trazendo temas como a substituição do homem pela máquina e o fato de Maverick já estar muito velho. É interessante ver o personagem de Tom Cruise no papel de instrutor, tendo que lidar com alunos indisciplinados, quando ele também era um no passado. Uma das subtramas de maior destaque é seu embate com Rooster (Miles Teller), filho de Goose, que possui um arco satisfatório. Por outro lado, há alguns rostos famosos em papéis muito pequenos ou quase irrelevantes para a trama, como Jon Hamm, Ed Harris e Jennifer Connelly. Além disso, gostaria de ver mais da nova geração de pilotos.

Se você assistiu a Top Gun na época em que foi lançado, pode ficar tranquilo que esse filme é pra você. Ele funciona como uma grande homenagem ao original, enquanto adiciona camadas aos antigos e novos personagens. Felizmente, quem gosta de ação também vai se impressionar com as sequências de tirar o fôlego. É um projeto que merece ser assistido na maior tela possível.

Top Gun: Maverick
4.5

Comentário do Crítico

Top Gun: Maverick impressiona pela qualidade técnica, apresentando algumas das melhores sequências de ação do ano (até agora). A produção ainda homenageia o clássico de 1986 de várias formas, respeitando o material original.

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