Primeiras Impressões | Falcão e o Soldado Invernal

Depois do sucesso de WandaVision, a Marvel Studios já emendou o hype com mais uma série no Disney+, mostrando que, se em 2020 tivemos nenhuma produção do MCU, 2021 vai ter novos lançamentos durante o ano todo. Como os trailers já previam, Falcão e o Soldado Invernal tem como grande foco o legado do Capitão América, respondendo de vez a pergunta sobre quem fica com o escudo. Após assistir ao episódio piloto, podemos entender melhor como será o tom do projeto e o que nos espera ao longo desses seis episódios.

Um dos pontos mais interessantes nas séries da Marvel Studios é a possibilidade de apresentar histórias que não poderiam ser contadas da mesma forma se fosse um filme para os cinemas. WandaVision deixou isso muito claro com o esquema de cada episódio abordar uma década diferente, e aqui fica notável que há uma maior preocupação em se aprofundar na vida dos protagonistas, trabalhando melhor personagens que sempre ficavam em segundo plano.

A dupla da vez é Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Burnes (Sebastian Stan). Logo no primeiro episódio já conhecemos mais sobre o lado pessoal de ambos, enquanto nos filmes só os víamos como heróis. É interessante como o episódio usa a fotografia para deixar bem definido o segmento de cada um, optando por cores mais quentes para Sam e mais frias para Bucky, chegando a lembrar o uso desse mesmo recurso em Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw.

Anthony Mackie possui muito carisma como Falcão, e também passa a responsabilidade de ter recebido o escudo de Steve, se dividindo entre a personalidade divertida e séria de Sam. Aqui, somos apresentados a sua família e há uma abordagem com bastante seriedade sobre o mundo pós-Thanos, onde até pedir um empréstimo ficou mais difícil. É muito bom vermos a Marvel explorar seu universo a partir de um ponto de vista mais humano, tratando as consequências de um grande acontecimento com o peso que se deve ter. O personagem ainda protagoniza a principal sequência de ação da série, toda feita no ar, com destaque para as incríveis manobras de Falcão e o entrosamento com o Asa Vermelha. A qualidade é a mesma esperada de um filme para os cinemas e não fica devendo nada por ser um projeto para o streaming.

Já no segmento envolvendo Bucky, há muitos paralelos com a vida de Steve, levando em conta que os dois passaram por muitas coisas juntos e possuem quase a mesma idade. Porém, o mais interessante é acompanhar sua reabilitação depois de agir como o Soldado Invernal controlado pela Hydra, passando por pesadelos, traumas e tendo que conviver com seus atos.

A série opta por uma vibe que lembra a de Capitão América 2: O Soldado Invernal, onde os super-heróis não são pessoas com poderes extraordinários, adotando um estilo mais “pé no chão”, e os eventos possuem mais carga dramática, flertando com o gênero de espionagem e um tom mais sério. Portanto, quem gostou do filme de 2014 também deve curtir a produção.

Falcão e o Soldado Invernal tem tudo para ser uma excelente série buddy cop da Marvel, dando o merecido destaque para coadjuvantes que têm muito a oferecer. Já foram deixados alguns ganchos para os próximos episódios, desde o destino do escudo até a grande ameaça, então podemos esperar a aplicação da fórmula Marvel em uma história de quase seis horas, se beneficiando pelo lançamento semanal. É a primeira vez que vemos esse formato mais tradicional e será curioso acompanhar o que vem pela frente.

Falcão e o Soldado Invernal está disponível no Disney+ com episódios semanais toda sexta.

Falcão e o Soldado Invernal
4.5

Comentário do Crítico

A obra aborda o MCU e as consequências de forma mais séria e humana, sendo possível o aprofundamento e o destaque para personagens que antes eram apenas coadjuvantes.

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