Primeiras Impressões | Star Wars: The Bad Batch

Star Wars é uma franquia de altos e baixos, começando com uma trilogia amada por muitos, um prequel não tão elogiado e, recentemente, uma continuação divisiva. Após as críticas negativas do Episódio IX, a saga conseguiu sua redenção com os fãs no streaming, entregando duas ótimas temporadas The Mandalorian e a última da animação The Clone Wars. Agora, o universo está cada vez mais em expansão, com vários novos projetos a caminho, incluindo o derivado The Bad Batch.

A produção que chegou há uma semana no catálogo do Disney+ é escrita e desenvolvida por Dave Filoni e Jennifer Corbett. A história funciona como uma continuação de The Clone Wars, mas não é preciso ter assistido ao seu antecessor para entender os eventos – e eu falo isso como alguém que não assistiu à animação. A trama acontece logo após a Guerra dos Clones, mais precisamente durante a transição da República para o Império, depois da execução da Ordem 66. Inclusive, se você assistiu à A Vingança dos Sith, há várias referências do longa.

Essa é um dos principais méritos de The Bad Batch, pois a série nos apresenta um novo ponto de vista de uma história já contada. Os membros da Força Clone 99, conhecidos como Bad Batch (o “lote ruim”, em tradução livre), sofreram mutações genéticas e foram capazes de desobedecer a Ordem 66, se rebelando contra o Império.

O grupo é formado por cinco membros, onde cada um possui uma personalidade e uma função definida dentro das batalhas, criando diferentes estratégias de combate. Hunter é o líder do grupo, precisando sempre tomar decisões difíceis; Crosshair é o mais propenso a cumprir ordens e conta com uma visão aguçada, por isso é o sniper da equipe; Wrecker é o maior e mais forte; Tech é o mais inteligente e realiza a função de hacker, enquanto Echo é um ciborgue. Como todos são clone troopers, é interessante o fato de que são dublados pela mesma pessoa. No original, a voz é de Dee Bradley Baker, enquanto aqui no Brasil a dublagem é de Ricardo Schnetzer, que faz um excelente trabalho em dar nuances e uma voz própria para cada personagem. Ainda há Omega, uma garota que acompanha o grupo e desenvolvida como o contraponto deles por conta de sua inocência. Ela tem tudo para ser a nova Baby Yoda – até a dinâmica de paternidade entre ela e Hunter remete à dupla Din Djarin e Grogu.

Tecnicamente, a animação segue o mesmo estilo artístico de The Clone Wars, contando com o diretor de arte Andre Kirk e o compositor Kevin Kiner, além da coordenação de Filoni. Nesses dois primeiros episódios, a série apresenta uma pegada de filmes de faroeste, tanto nas lutas quanto na condução da história, onde os protagonistas são fora-da-lei tentando encontrar seu próprio caminho seguindo o que é certo.

O lançamento de The Bad Batch no Star Wars Day é um ótimo presente para os fãs. O projeto deve agradar tanto quem curtiu a animação The Clone Wars quanto aos que acompanharam o recente The Mandalorian. O início empolgante e com muitas referências é o suficiente para estabelecer essa nova história promissora e dar mais uma ideia de qual será o futuro da saga nos próximos anos.

Star Wars: The Bad Batch está disponível no Disney+.

Star Wars: The Bad Batch
4.5

Comentário do Crítico

Dave Filoni mostra mais uma vez que sabe o melhor caminho para a franquia, agora apresentando uma proposta promissora com personagens carismáticos e uma trama envolvente.

Sobre o Autor /

Formado em Cinema e Publicidade na PUC-Rio, colab do TechTudo, maquinista do Trem do Hype.

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