Crítica | Amor e Monstros

Lançado em outubro de 2020 nos EUA, via on demand, Amor e Monstros foi mais um daqueles filmes prejudicados pela pandemia de COVID-19. Com estreia prevista para os cinemas, ele acabou chegando apenas em abril no streaming para o mundo todo, e não havia lugar melhor que a Netflix. A produção se integra muito bem ao catálogo, misturando a ambientação de um mundo pós-apocalíptico com uma história de amor. Na trama, após o mundo ser tomado por monstros, Joel Dawson (Dylan O’Brien) decide deixar sua colônia pra reencontrar um antigo amor, tendo que sobreviver à criaturas perigosas no caminho.

O roteiro de Brian Duffield e Matthew Robinson conta com várias boas ideias, começando pelo “apocalipse”, fugindo de clichês, mas principalmente pelo tom divertido aliado à montagem dinâmica, dando uma pegada jovem à história. Toda a trama é muito bem estruturada e segmentada, dividida em capítulos definidos e perceptíveis.

Se o filme é sobre amor e monstros, o coração é o protagonista Joel. O’Brien possui carisma e convence como um garoto medroso e determinado, além de suas narrações darem ainda mais personalidade ao personagem. A amizade entre ele e o cachorro – muito bem treinado, por sinal – também funciona em tela, sendo desenvolvida ao longo da história. Clyde (Michael Rooker) e Minnow (Ariana Greenblatt) também são personagens interessantes e com um passado atrativo, diversificando o elenco e ajudando a construir esse universo. Eles são importantes para a formação do protagonista e até gostaria de ver mais dos dois em ação. Quem sabe um derivado? Já Aimee (Jessica Henwick), apesar de aparecer pouco, tem uma presença constante no projeto.

Os monstros do filme são outro ponto alto, apresentando uma grande variação de formas, tamanhos e ameaças. Visualmente, são uma mistura de CGI com efeitos práticos que convence e está bem integrada ao ambiente, rendendo até uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Como num jogo, é notável que o desafio vai aumentando com o tempo, até chegar em sequências de tensão e suspense que fazem prender a respiração. Ao mesmo tempo, a obra também conta com momentos mais reflexivos e emocionantes, como no segmento envolvendo a robô Mav1s.

Amor e Monstros é uma ótima mistura entre comédia romântica e ação pós-apocalíptica, agradando aos fãs dos dois gêneros. Com carisma e personalidade, o filme é uma excelente adição do catálogo da Netflix, dando até vontade de ver mais sobre esse universo.

Amor e Monstros está disponível na Netflix.

Amor e Monstros
4.5

Comentário do Crítico

O projeto conta com o carisma de Dylan O’Brien, efeitos visuais convincentes, além de agradar aos fãs de comédia romântica e ação pós-apocalíptica.

Sobre o Autor /

Formado em Cinema e Publicidade na PUC-Rio, colab do TechTudo, maquinista do Trem do Hype.

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