Crítica | Documentário sobre a vida de Minotauro acerta em conteúdo e execução

Neste domingo (08), último dia de Rio2C – Rio Creative Conference, aconteceu a première mundial do documentário sobre a vida do lutador de MMA Minotauro. Ele foi produzido pela Hungry Man e tem coprodução do Combate e do UFC. O filme conta com 70 minutos de duração e foi dirigido por Fernando Serzedelo e JC Feyer.

As filmagens começaram em 2011, mas foi em 2016 que o canal Combate e o UFC passaram a fazer parte do projeto, que inclui filmagens na Bahia – onde o lutador nasceu – Rio de Janeiro, Estados Unidos e Japão.

O filme começa abordando o acidente que Antônio Rodrigo Nogueira, o Minotauro, sofreu quando tinha 11 anos. Na época, ele foi atropelado por um caminhão e ficou 25 dias em coma e um ano internado.

O documentário apresenta boa parte da trajetória do atleta, incluindo quando ele se tornou um ídolo no Japão, na época do evento internacional de MMA chamado Pride. Suas lutas são narradas por pessoas que fizeram parte da sua carreira, como treinadores, seu próprio irmão e jornalistas, como Glória Maria.

Outro momento marcante retratado foi a primeira vez em que Minotauro lutou no Rio de Janeiro, contra o americano Brendan Schaub. Na época, o atleta estava 18 meses fora dos ringues e passou por três cirurgias.

O documentário acompanha a recuperação de perto e tem seu ápice com o momento em que Minotauro nocauteia Schaub na luta mais aguardada do UFC Rio. Por fim, ainda é destacado a questão do fair play, quando os dois lutadores se encontram após o confronto, mas em um clima amistoso.

O filme funciona por trazer pessoas próximas de seu personagem em depoimentos sinceros e narrações de episódios que marcaram sua vida, como o pai emocionado ao falar do acidente na infância. Outro acerto está na forma como são contadas as histórias de superação, como lutas em que todos apostavam contra Minotauro, mas ele conseguia dar a volta por cima e vencer. As derrotas também são mencionadas, mas como uma forma de aprendizado para os próximos campeonatos.

A montagem de Renato Vallone também é um acerto, sabendo trabalhar a dramaticidade dos acontecimentos, além de permitir a fluidez do filme, de forma que não fique massante ou cansativo. Ele consegue prender a atenção do público e despertar o interesse pelo que está por vir ou por como ele superou aquele obstáculo.

A produção é ilustrada por imagens de arquivos de suas lutas mais importantes, e é aí que entra a parceria com o Combate e o UFC, retratando-as da forma como foi assistida na TV, trazendo a lembrança daqueles que acompanharam na época. A diferença está nos comentários do próprio Minotauro ou de pessoas que viveram aquele momento, sejam brasileiros ou estrangeiros.

O documentário consegue cobrir boa parte da vida de Minotauro, passando pelos principais momentos, como quando ele ganhou este apelido. Sua história de superação pode inspirar muitas pessoas, até mesmo fora do esporte, e esta produção funciona como um compilado para aqueles que querem conhecer um dos principais lutadores da história do Brasil.

Minotauro
5

Comentário do Crítico

“Minotauro” passa por momentos-chave da carreira do lutador, permitindo ao público conhecer mais sobre os bastidores através de imagens de arquivo e depoimentos marcantes

Deixe um comentário

Seu email não será publicado

Start typing and press Enter to search