Crítica | Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa é, sem dúvidas, um dos principais filmes de 2021. Mesmo antes de seu lançamento, a cada novo rumor surgiam discussões sobre o que esperar do longa, o que aumentou ainda mais com a divulgação dos primeiros materiais promocionais. Basicamente, ele se tornou um projeto que se vendia apenas pela sua existência e estava sempre na boca do povo, o que é ótimo para o marketing, mas também pode ser uma faca de dois gumes. De um lado, é ótimo que todos estejam ansiosos e com expectativas altas, mas por outro ficava a dúvida se a Marvel e a Sony realmente iriam entregar o que prometeram. A verdade é que eles não só cumpriram com a expectativa, como conseguiram superá-la.

Quando a pré-venda de ingressos de Sem Volta Para Casa foi aberta, fiquei muito surpreso com os números, que haviam ultrapassado Vingadores: Ultimato – e ainda por cima no meio de uma pandemia. Depois de assistir ao filme finalmente entendi o motivo de tanta agitação. Essa não é apenas mais uma produção da Marvel Studios e nem só o fim de uma trilogia, aqui temos a conclusão de 20 anos da história do Homem-Aranha nos cinemas. Um herói que, mesmo depois de tanto tempo, ainda é um dos mais populares.

Além do diretor Jon Watts, quem também merece ser parabenizado por essa conquista são os roteiristas Chris McKenna e Erik Sommers, que conseguiram – com louvor – transformar uma ideia ousada e grandiosa em algo coeso. Até mesmo alguns conceitos que não me agradavam tanto nos trailers fizeram mais sentido ao assistir o filme, analisando a obra como um todo. Como todos os outros filmes da trilogia, este aqui conta com muita leveza e bom-humor, assim como excelentes interações entre os personagens. Ao mesmo tempo, também há espaço para sequências emocionantes e, principalmente, que ressaltam o heroísmo no sentido puro da palavra. Mesmo com tantos personagens em tela e tanta coisa acontecendo, o roteiro faz um ótimo trabalho em desenvolver os eventos de forma progressiva, desde a evolução do protagonista até temas complexos, como o multiverso.

O nome do longa é Tom Holland. Depois de altos e baixos com essa trilogia, agora finalmente podemos dizer que ele realmente se tornou o Peter Parker, entregando uma atuação tocante e verdadeira. Também se destacam a dupla Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya), que ganham mais espaço em tela e têm maior importância narrativa – além de que é muito divertido ver os três juntos. Ainda ressalto a participação do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que é o “tutor” perfeito para essa história.

Entre os vilões, o ponto mais importante de seus retornos é a possibilidade de todos ganharem uma segunda chance, seja como personagens, dentro da trama, quanto para os atores, que são perfeitos para os papéis. Alguns possuem mais relevância que outros, mas é inegável que Willem Dafoe é o mais icônico. O ator simplesmente nasceu para viver o Duende Verde/Norman Osborn e sua entrega ao papel é admirável.

Com o tamanho do hype em torno de Sem Volta Para Casa, as chances do longa decepcionar os fãs eram altas, mas ele ainda conseguiu entregar tudo que a gente queria e mais um pouco. Ele tem tudo para ser o melhor filme live-action do teioso, amarrando uma saga que teve início em 2001. É um ótimo momento para ser fã do Homem-Aranha.

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa
5

Comentário do Crítico

O melhor filme live-action do teioso encerra uma saga que começou em 2001, se destacando pelo roteiro coeso, ótimas interações entre os personagens e uma grande dose de fan-service.

Sobre o Autor /

Estudante de Publicidade, redator do Anime21, colab do TechTudo, maquinista do Trem do Hype

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