Crítica | Mesmo baseado em fatos reais, A Maldição da Casa Winchester não assusta

Filmes de terror costumam ser bastante populares no Brasil, principalmente aqueles clássicos com casas amaldiçoadas. A Maldição da Casa Winchester conta com esta mesma temática, mas também segue os mesmos erros que a maioria comete, como o excessivo uso de jumpscares.

O filme se passa na mansão de Sarah Winchester (Hellen Mirren), dona de uma empresa produtora de armas, que acredita estar amaldiçoada. Ela então chama o terapeuta Eric Price (Jason Clarke) para ajudá-la a desvendar este mistério, mas coisas estranhas começam a acontecer no local.

Com esta sinopse, o filme só precisava de uma criança possuída para se tornar ainda mais clichê, e acredite, este elemento também está presente. O maior problema de A Maldição da Casa Winchester é não acrescentar nada de novo ao gênero e desperdiçar boas oportunidades com a história, como explorar melhor a empresa que produz armas de fogo e as mortes causadas por ela.

Basicamente, os mortos, ao invés de quererem se vingar de quem os matou, culpam a empresa que produziu o armamento, o que não faz muito sentido. Existem diversas possibilidades para ser discutido o uso das armas de fogo, mas quando isso acontece é apenas de forma superficial.

Como filme de terror, ele também não convence, já que abusa do recurso de jumpscares. Eles até conseguem surpreender o público, surgindo de lugares que ninguém imaginava, mas, pelo excesso, se tornam cansativos e previsíveis, assim como o roteiro.

Qualquer pessoa que já está acostumada com narrativas de filmes de terror consegue prever a maioria dos atos dos personagens, principalmente do protagonista. Com isso, os plot-twists se tornam fracos e até mesmo a batalha final, que poderia ser mais impactante, não possui o mesmo peso que deveria ter.

O filme conta com basicamente quatro personagens principais no elenco, mas nenhum deles ganha profundidade com o decorrer da história. Com isso, os atores são poucos exigidos, sendo resumidos a reações de medo durante todo o filme. Se estes não ganham o destaque que mereciam, os coadjuvantes são ainda menos importantes.

Por outro lado, A Maldição da Casa Winchester realiza um bom trabalho na construção de época, incluindo figurino e a própria locação. Ele também é competente em criar um ambiente assustador, pois mesmo que a casa não tenha uma aparência aterrorizante, a todo momento sentimos um clima pesado de assombração. Ainda vale citar o bom trabalho da maquiagem quando utilizada, assim como o uso de CGI, que mesmo aparente, funciona.

Com tantos problemas pesando na balança, A Maldição da Casa Winchester se torna apenas mais um filme de terror entre tantos que serão lançados este ano, caindo facilmente no esquecimento. Não é o único do gênero a cometer estes erros e, infelizmente, não será o último.

A Maldição da Casa Winchester
1

Comentário do Crítico

Com excesso de jumpscares e roteiro previsível, A Maldição da Casa Winchester comete erros comuns em filmes do gênero.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado

Start typing and press Enter to search