20 filmes de terror para assistir no Halloween

O Dia das Bruxas já passou, mas enquanto a semana não acaba, por que não celebrar a época da maneira mais tradicional possível? Isso mesmo, juntando uns doces e assistindo a uma série de filmes de terror sozinho, para você ficar sem dormir por uma noite (e não conseguir ir ao banheiro sozinho por um mês).

Na lista, alguns clássicos, outros, nem tanto… Mas todos altamente recomendáveis!

O Iluminado (1980)

Direção: Stanley Kubrick

Esta adaptação do livro de Stephen King foi muito criticada pelo autor e seus fãs, mas os fãs de terror (e de bom cinema) se amarram. Este é, provavelmente, o item mais bem filmado da lista, com direito a uma atuação assustadora de Jack Nicholson. Podemos ver o protagonista perdendo a cabeça aos poucos, e isso dá muito mais medo do que qualquer fantasma. Sem falar em algumas cenas que, de tão perturbadoras, se tornaram icônicas, como o passeio de triciclo, a inundação de sangue e o emblemático “Here’s Johnny!”. Há uma lista de razões para assistir a este filme, mas só as cenas que citei já deveriam bastar.

Psicose (1960)

Direção: Alfred Hitchcock

Mais um clássico, desta vez mais do suspense do que do horror. Mas vale citá-lo, por ter alguns dos momentos mais marcantes da história do cinema, redefinindo muito dos dois gêneros. A cena do chuveiro, por exemplo, definiu o ato de esfaquear alguém cinematograficamente. É um exemplo perfeito da genialidade de Hitchcock.

Sem falar que toda a atmosfera, construída pela ambientação e a fotografia, é típica de uma história de fantasmas (o que não deixa de ser), tornando Psicose uma boa pedida para a época de Dia das Bruxas.

Psicose está disponível na Netflix.

Alien, o Oitavo Passageiro (1979)

Direção: Ridley Scott

Pra variar um pouquinho, que tal um terror espacial? Tipo, o primeiro Alien, de Ridley Scott. Só o conceito do filme já dá muito medo… Afinal, o que é estar preso numa nave espacial, com uma criatura comedora de gente? Nada legal de se imaginar, né não?

Mas o filme encontra soluções bem elegantes para não mostrar demais, induzindo muito mais medo através da sugestão de que algo ruim vai, inevitavelmente, acontecer, do que com imagens mais explícitas (mas tem várias dessas também).

O Sexto Sentido (1999)

Direção: M. Night Shyamalan

Sem dar spoiler, mas esse só é terror até a página dois. Há muito mais aqui do que sustos baratos e criaturas amedrontadoras. É um filme muito bonito sobre amizade, amor e que brinca muito com a percepção do espectador. É um fascinante exercício de cinema, que, por acaso, se passa num contexto sobrenatural. Vale a pena dar uma conferida.

O Exorcista (1973)

Direção: William Friedkin

Uma das maiores obras-primas do terror, O Exorcista aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos. Ele conta com uma das frases mais assustadoras do mundo quando se trata de um filme do gênero, que são as quatro palavras: Baseado em fatos reais. O longa se tornou um dos mais lucrativos da época e praticamente foi inspiração para muitos outros que seguiam essa temática. Entre seus prêmios, estão Oscars (no pural) de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som; além de ser indicado para diversas categorias, se tornando o primeiro filme de terror a disputar a principal.

Amizade Desfeita (2014)

Direção: Levan Gabriadze

Amizade Desfeita divide opiniões em termos de terror, mas é inegável que ele foi uma grande inovação em termos técnicos, se tornando o primeiro longa metragem que se passa inteiramente em uma tela de computador. Ele aborda temas como bullying, mas também segue os clichês clássicos do gênero, como os personagens estereotipados. Vale a pena assistir pela forma como a história é contada, que pode se tornar tendência assim como aconteceu com Bruxa de Blair.

Amizade Desfeita está disponível na Netflix.

Invocação do Mal (2013)

Direção: James Wan

Em meio a tantos filmes de terror lançados nos últimos anos que não necessariamente dão medo, Invocação do Mal se tornou um grande destaque. Ele capta a essência dos filmes mais antigos do gênero tanto pela sua execução como pela própria recriação da época. Não temos computadores ou celulares: é a história da casa antiga com uma assombração, e a forma como isso é explorado é seu ponto principal.

Atividade Paranormal (2007)

Direção: Oren Peli

Atvidade Paranormal poderia ser “mais um filme de terror em uma casa assombrada” se não fosse pela sua abordagem. A ideia de mostrar os eventos através de câmeras de segurança e não focar a direção do espectador para algo específico deixa as coisas ainda mais interessantes, principalmente porque você já assiste pensando em algo que poderia acontecer. Em alguns momentos o espectador até passa a ver coisas que não existem, o que significa que a neurose que o filme quer passar está dando certo. Ele evolui gradativamente a intensidade e repetição dos eventos, conseguindo prender a atenção do seu público.

Atividade Paranormal 2, Atividade Paranormal 3 e Atividade Paranormal 4 estão disponíveis na Netflix.

A Bruxa de Blair (1999)

Direção: Eduardo Sánchez, Daniel Myrick

Talvez o mais assustador da lista, A Bruxa de Blair foi um dos primeiros a dar destaque para a estética found footage, em que toda a filmagem tenta emular um material de vídeo amador. Isto aumenta o realismo da obra, tornando-o muito mais assustador, ainda que a “bruxa” em questão nunca, de fato, apareça. Só vemos os três estudantes perdidos na floresta, com uma ameaça eminente à caminho. O terror todo é construído através de fragmentos, como reações de desespero, sons ambiente, respirações ofegantes e a escuridão da noite.

A ilusão criada foi tão convincente, que deu margem para os realizadores venderem o filme como algo que realmente aconteceu, com direito a sites sobre o projeto dos personagens e cartazes de “desparecido”. É um daqueles casos em que ficção e realidade se juntam, em prol da história.

Bruxa de Blair 2- O Livro das Sombras e Blair Witch (2016) estão disponíveis na Netflix.

O Babadook (2014)

Direção: Jennifer Kent

Muitos vão querer assistir a este filme pela crescente popularidade do personagem-título, mas a verdade é que Babadook não é um monstro como outro qualquer. Ainda assim, ele representa um mal que aflige muita gente, e toda a construção de seu efeito sobre a protagonista é muito bem feita e assustadora, graças à direção precisa de Jennifer Kent e à ótima atuação de Essie Davis.

O Babadook está disponível na Netflix.

Corra! (2017)

Direção: Jordan Peele

Apesar de ser muito mais uma paródia de terror, do que um terror em si, Corra! é assustador, porque muito do que diz (se não tudo) é verdade. Ele é completamente alegórico, construindo um forte argumento sobre as relações raciais nos Estados Unidos. Jordan Peele começa a tecer sua crítica no convívio pessoal entre indivíduos, com as demonstrações diárias de racismo, e a estende às predatórias relações de mercado.

Tudo é tão bem colocado, que a sensação é de que estamos lendo uma tese, enquanto vemos um terror super bem executado e atuado (destaque para Daniel Kaluuya).

O Chamado (2002)

Direção: Gore Verbinski

Responsável por elementos clássicos do terror, como a garota saindo do poço, da televisão e a ligação que diz que você vai morrer em sete dias, O Chamado é a versão americana do filme japonês de 1988 (Ringu), considerado por muitos superior ao original. Ele causa medo por pequenos elementos, como o andar da personagem Samara, no uso de jumpscares (de forma eficiente) e também no terror psicológico, característica do gênero no cinema oriental.

O Chamado 2 está disponível na Netflix.

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

Direção: George A. Romero

O grande mestre do horror, George A. Romero, é sempre uma boa escolha para o Dia das Bruxas. O diretor, que faleceu em julho deste ano, é lembrado por ter popularizado as histórias de zumbi no cinema, mas ele fez muito mais do que isso. O seu terror é repleto de críticas sociais, trazendo mais reflexões do que medo (apesar de causar os dois ). A Noite dos Mortos-Vivos é exemplo claro disso, influenciando gerações de cineastas do gênero a, não só contar histórias de zumbi, mas tentar passar uma mensagem. O próprio Jordan Peele, diretor Corra!, tornou pública esta inspiração, ao homenageá-lo no twitter.

Invasão Zumbi (2016)

Direção: Yeon Sang-ho

É incrível como entre tantos filmes de terror com zumbis lançados nos últimos tempos, principalmente depois que esses monstros ficaram na “moda”, o melhor deles é uma produção sul-coreana. Invasão Zumbi, ou na versão original que faz mais sentido: “Train to Busan”, consegue trabalhar muitos aspectos que vão além do terror, como a forma que as pessoas reagem a um ataque zumbi. Elas são mais individualistas? Tentam ajudar os próximos? Os personagens clichês tem uma diversidade muito maior, além de receber um desenvolvimento considerável com o decorrer da história. É definitivamente um filme dessa lista que você TEM que assistir. Leia nossa crítica.

Invasão Zumbi está disponível na Netflix.

Cloverfield: Monstro (2008)

Seguindo o mesmo esquema de “câmera na mão” usado em Bruxa de Blair, Cloverfield utiliza da mesma técnica para abordar, dessa vez, um monstro. O filme conta com um ritmo frenético, além de transportar o espectador para dentro da história. É uma ótima experiência imersiva sem uso de qualquer tecnologia 3D ou coisa do tipo. O público consegue sentir a mesma apreensão dos personagens e fica tão instigado quanto até o fim.

Cloverfield: Monstro está disponível na Netflix.

Direção: Matt Reeves

O Labirinto do Fauno (2006)

Direção: Guillermo del Toro

Esse é mais puxado pro drama histórico, por se passar durante a Guerra Civil Espanhola, mas há uma boa variedade de criaturas fantásticas. Algumas mais populares (e aterrorizantes) do que as outras, como o Homem Pálido e o Fauno (ambos interpretados pelo camaleônico Doug Jones). Mas, quando o assunto é terror, nenhum personagem supera o Capitão Vidal, o padrasto malvado da protagonista e o mais sádico dos fascistas, interpretado por Sergi López. É aquele tipo de personagem que te faz se perguntar se monstros realmente não existem, e coloca qualquer criatura fictícia no chinelo (apesar do Homem-Pálido ser bem bizarro também).

It – A Coisa (2017)

Direção: Andy Muschietti

Tá, esse nem chegou em DVD ainda, mas se você ainda não viu It e tiver a oportunidade de assistir, não deixe de conferir um dos maiores sucessos do ano, que, por acaso, agora é um dos maiores filmes do gênero da história (e o de maior bilheteria). Por que esse filme fez tanto sucesso? O marketing foi ótimo, mas o elenco realmente segura o excelente material adaptado da obra de Stephen King. Quando digo isso, não estou só me referindo ao elenco infantil, mas também (e principalmente) ao incrível Bill Skarsgard, que merece até ir pro Oscar pela sua versão do Pennywise. A maquiagem pode ser muito boa, mas nenhuma prótese consegue criar aquelas caretas e olhares. Parece que estamos realmente vendo uma coisa, e não uma pessoa. Este é o maior elogio que podemos fazer à atuação de Skarsgard. Leia nossa crítica.

Jogo Perigoso (2017)

Direção: Mike Flanagan

Mais uma adaptação de Stephen King, porque… né? Enfim… Esta história sobre uma mulher presa a uma cama diz muito mais do que sua premissa. Tudo bem que é, potencialmente, o item mais pesado desta lista, por apresentar violências (tanto físicas quanto psicológicas) muito perturbadoras, mas ele também traz, efetivamente, uma mensagem de empoderamento.

Além disso, há muitos elementos de filme de horror para fãs do gênero, mas de maneira bem ambígua, brincando um pouco com a cabeça da protagonista e do espectador. Leia nossa crítica.

Jogo Perigoso está disponível na Netflix.

1922 (2017)

Direção: Zak Hilditch

Esta é a última adaptação de Stephen King, eu juro! Este longa é particularmente interessante, pelo fato de você não torcer pelo protagonista. Muito pelo contrário, você quer que ele pague pelos seus crimes, e acaba é o que acontece, mas de forma muito mais intensa e macabra do que alguém poderia imaginar (ainda mais no ano de 1922).

Porém, interpretar o filme como uma simples historinha de horror é reduzi-lo a algo que ele nem tenta ser. Assim como grande parte dos itens da lista, o elementos sobrenaturais aqui não passam de metáforas visuais para expressar o estado do espírito do protagonista. Ainda assim, dá um medinho. Leia nossa crítica.

1922 está disponível na Netflix.

Jogos Mortais (2004)

Direção: James Wan

Ame ou odeie a franquia, deve-se reconhecer o status de cult que o primeiro Jogos Mortais conquistou. O filme se destaca por construir uma forte inquietação a partir de pouquíssimos elementos. No caso, duas pessoas presas numa sala e uma TV. Claro que também tem um serial killer extremamente inteligente por trás de tudo isso, e o roteiro faz questão de aprofundar nisso, mas, ainda assim, temos que admirar a premissa minimalista, criativa e, o mais importante, tensa.

Jogos Mortais 3 está disponível na Netflix.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado

Start typing and press Enter to search