Equipe de Onde Nascem os Fortes conta os desafios de produzir a nova série da TV Globo

Com a data de estreia marcada para o dia 23 de abril, Onde Nascem os Fortes, próxima série da TV Globo, esteve presente no Rio2C. Parte da equipe de produção e atores estiveram no evento neste sábado para contar detalhes sobre o desenvolvimento e exibir cenas inéditas ao público.

Participaram do evento o diretor artístico José Luiz Villamarim, os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, além dos atores Jesuíta Barbosa e Débora Bloch.

Um dos principais desafios da série está nas filmagens, pois 70% das gravações foram externas. A trama se passa em uma cidade fictícia chamada Sertão e o diretor artístico José Luiz Villamarim falou sobre a importância da escolha deste lugar:

“O Sertão é um lugar de uma cinematografia brasileira, e a gente vem buscando histórias que a gente quer contar. É muito brasileiro esse lugar, muito particular. A questão do silêncio, a questão do espaço, essa geografia toda, dessa horizontalidade, do vento, tudo a favor da maneira de se filmar”.

Ele ainda comentou como o ambiente do sertão afetou a fotografia da série, além da maneira de filmar:

“Este sertão tem um horizonte enorme, então qualquer coisa que você coloque na vertical, ou seja, os atores, eles se destacam. Então você não precisa ficar filmando o sertão, mostrando o personagem sertão, o ator está ali dentro”

O autor George Moura, que também escreveu a série Amores Roubados, comentou sobre o trabalho da escrita de Onde Nascem os Fortes. Ele a define como escrita econômica, onde quanto menos palavras, mas elas passam a ter força:

“A gente fica buscando a palavra para tentar expressar de forma mais econômica, e eu acho que essa austeridade da página dialoga com essa austeridade árida da geografia física e da geografia humana”

 

A atriz Débora Bloch comentou um pouco sobre sua personagem, Rosinete, que corre sozinha no Sertão todos os dias para lidar com as frustrações da vida. A atriz destacou o fato de sua personagem ter muitas camadas e, por isso, se tornar imprevisível:

“A gente tem um pré conceito tão grande achando que a gente vai entender os personagens como se as pessoas coubessem dentro de uma caixinha. E essa personagem é encantadora justamente por isso, porque ela surpreende a cada novo momento dela”

Já o ator Jesuíta Barbosa interpreta Ramirinho, que a noite se apresenta como Shakira do Sertão. O ator comentou sobre como seu personagem está ligado à desconstrução do patriarcado:

“Os trabalhos que o Zé tem proposto ali no sertão tem conseguido desmistificar essa ideia antiga de sertão, que até a própria literatura criou. Mas ao mesmo tempo criou um estigma, um lugar de sertanejo que a gente precisa transformar, desconstruir e reconstruir”.

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