Previsões para o Emmy 2017

A 69º edição do Emmy vai acontecer no domingo, dia 17 de setembro. Na cerimônia, a Academia de Artes & Ciências Televisivas vai premiar as séries de TV que foram ao ar de junho de 2016 à maio de 2017.

Esta edição já está marcada pela ausência de Game Of Thrones, já que a sétima temporada só foi ao ar em julho deste ano. Mas os fãs da HBO não devem ficar decepcionados, pois séries como Westworld, Big Little Lies e The Night Of estão concorrendo em categorias importantes.

Porém, o recorde de indicações é da Netflix, com suas diversas séries originais, entre elas Stranger Things, The Crown, Black Mirror e House Of Cards.

Novidades como The Handmaid’s Tale, Atlanta e This Is Us também levaram várias indicações, e prometem ser grandes vencedoras. Mas em quais categorias?

Para responder a pergunta, o Trem do Hype fez uma lista, apontando quem deve, pode e deveria vencer os principais prêmios da noite. Dei mais peso a minhas opiniões, mas também levei em consideração as apostas de outros sites especializados, além da recepção do público e da crítica.

Então, vamos lá!

Melhor série dramática:

– Better Call Saul (AMC)
– House Of Cards (Netflix)
– Stranger Things (Netflix)
– The Crown (Netflix)
– The Handmaid’s Tale (Hulu)
– This Is Us (NBC)
– Westworld (HBO)

Quem vai ganhar: Stranger Things
Quem pode ganhar: The Handmaid’s Tale
Quem deveria ganhar: Better Call Saul

Com a ausência de Game Of Thrones, claro favorito das últimas edições da premiação, a categoria está mais competitiva, e fica mais difícil de prever um vencedor. A maioria dos portais têm apostado nas novas The Handmaid’s Tale e Stranger Things. Apesar da série da Hulu lidar com temas atuais e relevantes, de maneira criativa e chocante, acreditamos que a nostalgia da década de 1980 vai falar mais alto. Recentes sucessos no cinema, como It e Guardiões da Galáxia, aumentaram o apelo da temática, o que deve influenciar os votantes.

Sem falar que a série da Netflix tem conquistado prêmios importantes, mais notavelmente, o SAG de melhor elenco, com direito a um discurso muito comentado na internet.

A popularidade da série costuma pesar muito nesta categoria, basta considerar a vitória de Game Of Thrones nas últimas duas temporadas. Neste quesito, Stranger Things ainda está bem à frente de The Handmaid’s Tale, por mais necessário que o seu discurso seja nos dias de hoje.

A também popular Westworld é outra que pode se destacar, graças ao roteiro provocador e os impressionantes efeitos visuais. É a melhor substituta que a HBO poderia ter arrumado para Game Of Thrones, mas, ainda assim, não é tão convidativa quanto Stranger Things.

A outra nova produção da Netflix, The Crown, também tem muitas chances, mas sua vitória no Globo de Ouro enfraquece a possibilidade, já que o Emmy costuma ir na contra-mão desta premiação.

This Is Us, House Of Cards e Better Call Saul são as com menor probabilidade de sair com o prêmio, apesar da primeira estar um pouco na frente, por ser novidade.

Uma pena, pois quem assistiu à última temporada de Better Call Saul sabe que a produção de Vince Gilligan nunca esteve melhor, alcançando um nível de excelência muito próximo ao de Breaking Bad. Esta melhora merecia ser reconhecida neste Emmy, mas provavelmente vai ficar para uma próxima.

Melhor ator em série dramática:

– Anthony Hopkins (Westworld)
– Bob Odenkirk (Better Call Saul)
– Kevin Spacey (House Of Cards)
– Liev Schreiber (Ray Donovan)
– Matthew Rhys (The Americans)
– Milo Ventimiglia (This Is Us)
– Sterling K Brown (This Is Us)

Quem vai ganhar: Bob Odenkirk
Quem pode ganhar: Sterling K Brown
Quem deveria ganhar: Bob Odenkirk

Better Call Saul nunca esteve melhor, assim como sua estrela, Bob Odenkirk. Se ele não ganhar este agora, fica difícil de acreditar numa futura vitória. Por isso, acho que a academia vai ser sensata e reconhecer seu trabalho, não só nas últimas três temporadas, mas em toda sua trajetória como o personagem, que começou na segunda temporada de Breaking Bad. Eu sei que, teoricamente, a academia só premia o ator por um episódio, mas, na prática, nunca foi assim. Se fosse, Ben Mendelsohn dificilmente teria sido premiado pela sua curta participação na segunda temporada de Bloodline.

Dito isso, a maioria dos sites especializados estão apostando em Sterling K Brown, pela nova This Is Us. Realmente, seu excepcional trabalho nesta primeira temporada foi o ponto alto da série. Sem falar que a academia tende a reconhecer mais as novidades. Porém, devo lembrar que o ator já ganhou um emmy no ano passado, pelo seu papel em The People v OJ Simpson. Acho que isso pode pesar um pouco contra ele.

Anthony Hopkins também pode surpreender, sendo um respeitado veterano, numa série nova e popular. O seu personagem é uma das almas da série (junto com Dolores), e ele o interpreta com a mesma competência de seus mais célebres papéis. Pensando melhor, sua vitória não seria tão surpreendente assim. Porém, acho que a briga está entre K Brown e Odenkirk mesmo.

Melhor atriz em série dramática:

– Claire Foy (The Crown)
– Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
– Evan Rachel Wood (Westworld)
– Keri Russell (The Americans)
– Robin Wright (House Of Cards)
– Viola Davis (How To Get Away with Murder)

Quem vai ganhar: Elisabeth Moss
Quem pode ganhar: Claire Foy
Quem deveria ganhar: Claire Foy

Se The Handmaid’s Tale não tiver sorte na categoria principal, provavelmente a academia vai fazer questão de reconhecer o desmpenho de Elisabeth Moss. Esta vitória seria quase tão emblemática (se não mais) quanto um prêmio de “melhor série”. Sem mencionar que, de um ponto de vista estético, é o trabalho mais intenso do repertório. Nenhuma das atrizes conseguiu passar tantas emoções com tão pouco.

Tirando, é claro, Claire Foy, que passa por uma transformação sútil ao longo de The Crown, mas tão aparente se compararmos a Rainha Elizabeth do final da temporada, com a princesa que era no início. Não vou argumentar se o papel de Foy é mais difícil que o de Moss, até porque a última protagoniza cenas especialmente desafiadoras (quem viu o primeiro episódio de THT sabe do que estou falando), mas acho que a Elizabeth da Netflix possui mais camadas, graças ao belo trabalho de sua intérprete. No final, Moss deve receber a honraria pelo impacto que suas cenas geram, mas acho que as duas conseguem, igualmente, demonstrar diversos sentimentos com muito pouco. A diferença, para mim, é que Foy teve que o fazer de maneira mais calculada.

Robin Wright e Evan Rachel Wood poderiam se destacar aqui também. A primeira, por um papel que há muito está para ser reconhecido pela academia. A outra, por impersonar uma robô no melhor estilo “Alicia Vikander em Ex Machina” possível. Mas, falando sério, Dolores é uma personagem incrível, e Rachel Wood dá conta de sua imensidão. Só isto já valeria um prêmio, mas Moss e Foy têm sido as maiores representantes de suas séries e, consequentemente, as favoritas da competição.

Melhor ator coadjuvante em série dramática:

– David Harbour (Stranger Things)
– Jeffrey Wright (Westworld)
– John Lithgow (The Crown)
– Jonathan Banks (Better Call Saul)
– Mandy Patinkin (Homeland)
– Michael Kelly (House Of Cards)
– Ron Cephas Jones (This Is Us)

Quem vai ganhar: John Lithgow
Quem pode ganhar: Ron Cephas Jones
Quem deveria ganhar: John Lithgow

A moda Churchill não tem previsão para passar, e Lithgow tem se beneficiado com isso nas outras premiações, menos no Globo de Ouro, o que aumenta suas chances. Além, é claro, de seu trabalho ser evidentemente complexo e competente. Merece bastante.

Mas Ron Cephas Jones roubou a cena em This Is Us, com um dos melhores personagens da série (se não o melhor). Sua fala mansa e tímida transmite todos os sentimentos certos com relação a este pai e avô cheio de cicatrizes.

David Harbour tem uma presença forte em Stranger Things, e Michael Kelly volta a dar um show como Doug, mas eu não apostaria em ninguém além de Lithgow e Cephas Jones. Talvez Jeffrey Wright, pelo papel de destaque em Westworld, mas sua indicação era menos provável que a dos dois favoritos, quanto mais uma vitória.

Melhor atriz coadjuvante em série dramática:

– Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
– Chrissy Metz (This Is Us)
– Millie Bobby Brown (Stranger Things)
– Samira Wiley (The Handmaid’s Tale)
– Thandie Newton (Westworld)
– Uzo Aduba (Orange Is the New Black)

Quem vai ganhar: Thandie Newton
Quem pode ganhar: Chrissy Metz
Quem deveria ganhar: Millie Bobby Brown

Este é o prêmio mais garantido para Westworld. As atrizes de The Handmaid’s Tale têm participações menores que as das outras, Uzo Aduba já ganhou pelas primeiras temporadas de OITNB e Millie Bobby Brown é jovem demais. Claro que isto é uma bobeira, mas a idade tende a pesar nas premiações. Vai ver porque os votantes pensam que a criança ainda tem “muito chão para andar”, ou algo do tipo.

Apesar de mais velha, algo parecido pode distanciar Chrissy Metz da vitória. O seu papel em This Is Us foi o que a revelou, alimentando, então, a narrativa de que ela ainda vai ter várias oportunidades para ganhar. Mesmo assim, suas cenas são extremamente expositivas, o que pode favorecê-la.

De qualquer forma, Thandie Newton é a aposta mais segura. Ela esteve como favorita em todas as principais premiações, até agora. Isto não deveria ser diferente na maior premiação da TV norte-americana.

Melhor minissérie:

– Big Little Lies (HBO)
– Fargo (FX)
– Feud: Bette and Joan (FX)
– Genius (NatGeo)
– The Night Of (HBO)

Quem vai ganhar: The Night Of
Quem pode ganhar: Big Little Lies
Quem deveria ganhar: The Night Of

The Night Of é a mais antiga entre as indicadas, mas também é a mais relevante e autoral. Steve Zaillian realmente criou a odisséia definitiva da justiça norte-americana. Sua execução beira à perfeição e suas teses são fascinantes, podendo gerar horas de reflexões. É a obra-prima da insatisfação, e assisti-la até o fim é um desafio necessário. Livros poderiam ser escritos sobre esta contundente minissérie. Acredito que a maior parte dos votantes deve pensar de maneira parecida, pois é, evidentemente, algo único na TV, talvez no nível de Breaking Bad.

Porém, se eles não enxergarem desta forma, Big Little Lies pode sair na frente. A produção definitivamente tem seus méritos, principalmente pela maneira como desromantiza discursos machistas tão presentes em nossa sociedade. Um deles é a rivalidade entre as mulheres, tão retratada de maneira cômica por diversos produtos audiovisuais.

O que muitos não estão levando em conta, é que Feud faz algo parecido, mas de forma bem mais impressionante, de um ponto de vista técnico. Sem falar na história retratada, que não é só sobre duas lendas do cinema, mas sobre as relações de trabalho em Hollywood. Além de ser uma ótima aula de história do cinema, a produção faz um revisionismo de uma das rivalidades mais notórias da indústria. Ryan Murphy aponta o dedo para todo mundo, menos para suas personagens principais, que já sofreram muito com narrativas tendenciosas, ao longo de suas vidas.

Mas Big Little Lies pode ter sensibilizado mais os votantes, já que lida com seus temas de maneira mais pontual e explícita.

Os fãs de Fargo e Genius vão ter que se contentar com as indicações.

Melhor Telefilme:

– Black Mirror: San Junipero (Netflix)
– Christmas Of Many Colors (NBC)
– Sherlock: The Lying Detective (PBS)
– The Immortal Life Of Henrietta Lacks (HBO)
– The Wizard Of Lies (HBO)

Quem vai ganhar: San Junipero
Quem pode ganhar: The Wizard Of Lies
Quem deveria ganhar: The Wizard Of Lies

Acho difícil de San Junipero não levar essa. Desde que Black Mirror foi descoberta, os jovens só sabem falar disso, e o episódio em questão é um de seus mais populares.

Há, de fato, uma construção muito interessante nele, mas The Wizard Of Lies, de Barry Levinson, conta uma história real quase tão difícil de acreditar quanto.

Uma das maiores fraudes da história dos Estados Unidos ganha uma releitura frenética, mas que evita estereótipos. O filme busca o casual numa situação completamente surreal, que, infelizmente, trouxe consequencias terríveis para os envolvidos.

Seria fácil transformar Bernie Madoff num monstro, mas o filme o retrata como um ser humano extremamente falho, sem eximi-lo de sua culpa, é claro. O resultado é uma abordagem responsável, podendo alertar às pessoas sobre o custo da desonestidade e da ganância.

Sinceramente, mexeu mais com a minha cabeça do que San Junipero.

OBS: A academia tem um certo carinho por Sherlock, indicando até mesmo os seus piores episódios (que é o caso). Então, não se surpreenda se The Lying Detective acabar ganhando.

Melhor ator em minissérie ou telefilme:

– Benedict Cumberbatch (Sherlock: The Lying Detective)
– Ewan McGregor (Fargo)
– Geoffrey Rush (Genius)
– John Turturro (The Night Of)
– Riz Ahmed (The Night Of)
– Robert De Niro (The Wizard Of Lies)

Quem vai ganhar: Riz Ahmed
Quem pode ganhar: Robert De Niro
Quem deveria ganhar: John Turturro

Bom, o trabalho de Riz Ahmed em The Night Of realmente é algo para ser apreciado. É a reprodução definitiva do que um sistema penitenciário excludente pode fazer com um ser humano. Através de uma atuação completamente física, Ahmed cria a fragilidade e, posteriormente, a armadura de seu personagem. Ele é fundamental para a série funcionar, e seria um boa forma de reconhecê-la, caso Big Little Lies a supere em “melhor minissérie”.

Do outro lado, temos Robert De Niro, uma lenda do cinema. Com tantos personagens desafiadores em seu currículo, seria compreensível achar que Bernie Madoff não se destacaria. Porém, sua atuação é tão repleta de nuances que, após ver o filme, parece que conhecemos Madoff plenamente. É seu melhor trabalho desde O Lado Bom da Vida (2012), e nos lembra por que ele é um dos melhores atores de sua geração.

Benedict Cumberbatch está ótimo como sempre e Ewan McGregor dá conta do desafio de interpretar dois personagens completamente distintos. Mas, de todos eles, quem ganharia meu voto seria John Turturro. Ele faz um homem que, mesmo nas situações mais degradantes, é capaz de manter o seu orgulho, e com um humor inabalável.

Turturro tem um magnetismo tão forte, que é impossível não confiar em John (seu personagem), mesmo que ele tome decisões, no mínimo, problemáticas. Um bom ator consegue ser odiado, mas só um excelente ator consegue se manter amado, mesmo com todas as razões para ser odiado.

Melhor atriz em minissérie ou telefilme:

– Carrie Coon (Fargo)
– Felicity Huffman (American Crime)
– Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)
– Nicole Kidman (Big Little Lies)
– Reese Witherspoon (Big Little Lies)
– Susan Sarandon (Feud: Bette and Joan)

Quem vai ganhar: Jessica Lange
Quem pode ganhar: Nicole Kidman
Quem deveria ganhar: Jessica Lange

A maioria dos sites afirma que Nicole Kidman vai ser a vencedora. Realmente, se considerarmos a exposição pela qual ela passa na série, soa justo. Não deve ser fácil interpretar uma personagem que é tão brutal e explicitamente agredida. Sem falar que ela é uma atriz respeitadíssima, que nunca ganhou um emmy. Tudo isto pode e deve contar, mas me recuso a acreditar que Jessica Lange não será premiada por Feud.

Para começar, ela já pega o papel de uma das figuras mais polêmicas do cinema. Joan Crawford foi uma mulher amada por muitos, mas todos os escândalos com os quais esteve envolvida conseguiram manchar bastante sua imagem. Lange consegue fazer com que o público veja o seu lado, mesmo em seus piores momentos. A atriz consegue passar insegurança e fragilidade, maquiadas por uma fúria implacável. Se ela não desse conta de tantos sentimentos conflitantes, a proposta de Murphy não teria funcionado.

Quase tão fundamental quanto é a performance de Susan Sarandon como Bette Davis, mas ela teve a pequena vantagem de interpretar uma pessoa que ficou mais lembrada pelo seu talento, do que pelo mal-temperamento.

De qualquer forma, a estatueta vai ficar entre Lange e Kidman mesmo, ainda que a maioria aponte a estrela de Big Little Lies como a escolha certa. Eu, pessoalmente, achei o trabalho de sua colega, Reese Witherspoon, melhor. Acho que, se Kidman ganhar, vai mais ser pelas cenas que ela protagoniza do que pelo trabalho de atriz em si. Não me levem a mal, é um trabalho super competente, mas não achei superior ao das outras indicadas, inclusive o de Carrie Coon, no papel mais “Fargo” já visto na série Fargo. A esnobada por The Leftovers poderia ser compensada com uma vitória nesta categoria.

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefilme:

– Alexander Skarsgard (Big Little Lies)
– Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)
– Bill Camp (The Night Of)
– David Thewlis (Fargo)
– Michael Kenneth Williams (The Night Of)
– Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)

Quem vai ganhar: Alexander Skarsgard
Quem pode ganhar: David Thewlis
Quem deveria ganhar: Stanley Tucci

Um fato: a família Skarsgard está na moda. Tanto o trabalho de Bill em It, quanto o de Gustaff, em Vikings, estão sendo notados pelo público e pela crítica. Esta popularidade pode influenciar na vitória de Alexander, que faz um papel desafiador em Big Little Lies. Ele tem que ser um monstro, que finge ser bom marido e pai (inclusive para ele mesmo). É uma atuação dentro de uma atuação. Ou, podemos resumir com a célebre expressão: “Lobo na pele de cordeiro”. Sua presença aterroriza o telespectador, e o faz temer constantemente pela vida da personagem de Nicole Kidman.

Mas, quando o assunto é presença, ninguém supera Stanley Tucci. Sua curta participação como Jack Warner em Feud é espalhafatosa e caricata na medida certa, personificando a indústria cinematográfica em seus piores aspectos.

Alfred Molina também está ótimo como Robert Aldrich, e é possível que ele vença, mas acho que o azarão aqui é David Thewlis, como o excêntrico Varga. É uma transformação física notável. Este pode ser o diferencial nesta categoria que, para falar a verdade, não possui um favorito claro. Só posso afirmar que os dois de The Night Of possuem menos chances que os demais, já que seus papéis são menos apelativos.

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme:

– Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)
– Judy Davis (Feud Bette and Joan)
– Laura Dern (Big Little Lies)
– Michelle Pfeiffer (The Wizard Of Lies)
– Regina King (American Crime)
– Shailene Woodley (Big Little Lies)

Quem vai ganhar: Laura Dern
Quem pode ganhar: Judy Davis
Quem deveria ganhar: Shailene Woodley

Big Little Lies também deve levar nessa, mas não por Shailene Woodley. Seu belo trabalho evidencia o amadurecimento da atriz, mas, infelizmente, foi colocado na categoria errada. Seu papel na trama foi tão central quanto os de Witherspoon e Kidman. Não que o erro seja normalmente considerado pela academia, mas, por precisar de um tempo maior para desenvolver a personagem, Woodley não causa tanto impacto quanto Laura Dern.

Dern é ótima atriz, sem sombra de dúvidas, e um prêmio nesta categoria não seria injusto, até porque ela é, de fato, uma coadjuvante na série. Mas Woodley realmente merecia ser recompensada pela virada que deu em sua carreira, mesmo que seja na categoria errada. Bom, a indicação vai ter que bastar.

Se não der para Dern, provavelmente o emmy vai para Judy Davis, que fez sua versão de Hedda Hopper em Feud. Não é a melhor representação da jornalista nos últimos anos, mas sua notoriedade já deve garantir bastante votos.

Alguns portais apontam Regina King como vencedora, caso Dern perca. Outros apontam Michelle Pfeiffer. Dentre as duas, acho que Pfeiffer tem mais chances, já que 2017 foi o ano de seu grande retorno.

Jackie Hoffman já surpreendeu por ter sido indicada no lugar de Mary Elizabeth Winstead, de Fargo.

Comédia:

Sobre as categorias de comédia, só posso dizer que a briga é entre Atlanta (FX) e Veep (HBO), que tem se mostrado imbatível nos últimos anos. Tudo bem que a série de Donald Glover é novidade, então pode ser a que vai conseguir desbancá-la, mas a sua vitória no Globo de Ouro indica que a academia pode preferir ir por outro caminho. De qualquer forma, Glover deve abrir espaço na sua estante para a estatueta de melhor ator…. e diretor.

Quanto a “melhor atriz”, se Julia Louis Dreyfuss não vencer novamente (o que é altamente provável), pode ser a vez de Lily Tomlin, por Grace and Frankie. Em “atriz coadjuvante”, pode dar Veep também (Anna Chlumsky), mas há um favoritismo por Kate McKinnon, do Saturday Night Live.

Se ela vai ganhar novamente, eu não sei, mas é certo que o SNL vai levar o prêmio de melhor ator coadjuvante, pela imitação de Donald Trump, feita por Alec Baldwin.

Por enquanto, é só. Acompanhe a cerimônia através das atualizações que faremos ao vivo, no domingo.

 

 

 

 

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